Sistemas de umidificação

     Outro ponto igualmente importante a ser considerado é a escolha pelo sistema de umidificação. Reforça-se que os circuitos ventilatórios devem proporcionar, ao máximo, condições semelhantes às fisiológicas, no tocante ao aquecimento e umidificação do ar conduzido. Em outras palavras, o ar precisa ser aquecido e umidificado antes de ser ofertado ao paciente.

     Há duas maneiras distintas de fazer isso: incorporando-se uma jarra umidificadora ao ramo inspiratório e conectando-a a um termoumidificador elétrico (Umidificação ativa) ou utilizando-se, no conector Y, um filtro trocador de calor e umidade (Umidificação passiva).

     Conheça-os na imagem abaixo:

Fonte: Google

     Na umidificação ativa, como já citado, uma jarra condensadora é incorporada ao ramo inspiratório através de uma traqueia de tamanho reduzido. Esta jarra deve ser preenchida com água destilada estéril (Que deve ser trocada diariamente) e acoplada a uma base metálica, ligada à rede elétrica. O líquido será aquecido e, aos poucos, formará vapor, que será misturado aos gazes conduzidos ao paciente durante a inspiração.

     O circuito, quando montado, terá o aspecto da imagem abaixo (Detalhe sobre a montagem na segunda ilustração):

Fonte: Google

     Na umidificação passiva, não há necessidade de utilização de termoumidifcação elétrica, mas de um filtro trocador de calor e umidade (ou HME – Heat and Moisture Exchanger), que deve ser acoplado após o conector Y, já em contato com a prótese ventilatória do paciente. Este filtro retém em suas membranas as gotículas de água aquecida proveniente do ar expirado. A cada nova inspiração, o ar frio e seco proveniente da fonte de gases passa por essas membranas, entrando em contato com as gotículas retidas, tornando o ar quente e úmido. Na expiração, as gotículas são novamente retidas, reiniciando o ciclo.

     O circuito, quando montado, terá o aspecto da imagem abaixo (Detalhe sobre a montagem na segunda ilustração):

Fonte: Google

    Caso haja necessidade de realizar nebulização durante ventilação mecânica (O que é bem comum), o nebulizador deve ser acoplado ao ramo inspiratório com auxílio de um conector “T” e seu “chicote” deve ser diretamente conectado à saída específica do ventilador mecânico, conforme observados nas figuras abaixo:

     Ainda, é fundamental considerar o sistema de umidificação: ao nebulizar pacientes em uso de filtros HME, este deve ser retirado e recolocado imediatamente ao término do procedimento, sob risco de hiperssaturação da membrana do filtro e, consequentemente, oclusão da passagem de ar pelo mesmo.